terça-feira, 16 de outubro de 2012

Parque contribui para a preservação de aves de rapina em Sergipe












Um centro de reabilitação em Sergipe, especializado em cuidar de aves de rapina, recebe muitos pássaros que ficam debilitados após passarem por maus tratos na mão de traficantes. Nos 17 hectares, regulamentados pelo Ibama, o Parque dos Falcões, que fica no município de Areia Branca, em meio à Mata Atlântica, abriga mais de 300 aves de rapina de 30 espécies.
O parque, que existe há 12 anos, começou pela iniciativa do criador Percílio Costa, um apaixonado por aves. O administrador do lugar diz que aprendeu a tratar aves com um carcará de estimação. “Ele me ensinou todos os detalhes, a entender o comportamento animal, a linguagem das aves”.
O criador tem a ajuda de um sócio, de um funcionário e de voluntários, como o veterinário e o biólogo. O lugar, mantido com o ingresso pago pelos visitantes, é o primeiro parque de conservação de aves de rapina do Brasil e se transformou num refúgio para animais levados pelo Ibama que quase sempre estão debilitados.
A harpia, que chegou há três meses ao lugar, estava nas mãos de traficantes da Amazônia. A nova moradora do Parque dos Falcões, considerada a maior ave de rapina das Américas e uma das maiores do mundo, passa por um processo de reabilitação. Com os cuidados da equipe, o animal dobrou de peso, mas continua em recuperação.
Depois que se recuperam, os animais voltam para a natureza. Apenas as aves que ficam com algum problema moram no parque. O responsável pelo parque diz que se sente um pai para cada ave. Por isso, construiu uma relação incomum com os animais. Ele perdeu a conta de quantos animais foram tratados e devolvidos à natureza em 12 anos, mas não perde de vista o carinho e o respeito pelas aves.

Sem comentários:

Enviar um comentário