domingo, 24 de junho de 2012

Pesquisadores mantêm banco de dados genéticos sobre arara-azul

arara azulA arara-azul tem hábitos de vida sedentários. Costuma voar sempre perto da área de reprodução e do campo de comida, sem se afastar por vários quilômetros. Por ter endereço fixo, é fácil saber onde vive a ave. Elas são dóceis, mas muito barulhentas - uma estratégia para espantar inimigos.
O filhote fica em média 3 meses no ninho. Esse é o tempo que os pesquisadores têm para examinar e marcar as aves. É pelo tamanho do bico e da cauda que os pesquisadores sabem se o filhote está se desenvolvendo bem e se está perto da hora de voar.
Durante anos, os pesquisadores testaram diferentes tipos de microchip para implantar nas araras até encontrar um com o tamanho ideal. Cada filhote recebe o implante.
Quando a pesquisa começou a estimativa era de que existiam no Brasil pouco mais de 1.500 araras azuis. Atualmente, só no Pantanal, já são mais de 5 mil. A arara-azul grande vive no Pantanal de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, e também no Amazonas, Pará e na região das Gerais, que inclui áreas do Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás e Tocantins.
Não há números oficiais, mas a estimativa é que mais de 10 mil araras-azuis foram capturadas por traficantes de animais silvestres antes de a pesquisa de conservação começar. Um dos desafios dos pesquisadores era justamente rastrear os filhotes, hoje isso pode ser feito com o implante de microchip.
A amostra de sangue é para o exame de DNA, compõe um banco de dados genético feito em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP). Isso ajuda a localizar qual a área de origem da arara e revela se os grupos soltos na natureza têm variabilidade genética suficiente para garantir uma população saudável.

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